sábado, 14 de abril de 2012

Adriano recebe alta de hospital um dia após cirurgia

Submetido a uma segunda cirurgia no tendão de Aquiles do pé esquerdo na manhã de sexta-feira, o atacante Adriano recebeu alta neste sábado, às 9 horas, do hospital Barra D''Or, na Barra da Tijuca, no Rio. Durante seis semanas, o jogador não poderá colocar o pé no chão. Porém, ele iniciará a fisioterapia já na próxima semana.

O tempo de recuperação para liberação para atividades relacionadas ao futebol é no mínimo de três meses. O médico José Luiz Runco, do Flamengo, e o ortopedista Carlos Alfredo Jasmim comandaram o procedimento e projetam uma recuperação total da lesão.

Em abril do ano passado, Adriano sofreu um rompimento do tendão em treino no Corinthians, clube que defendia no momento. Ele foi operado, mas o polêmico atacante desrespeitou orientações dos médicos corintianos e faltou a várias sessões de fisioterapia, o que ocasionou uma má cicatrização da lesão. Poucos dias depois do procedimento foi visto caminhando em um shopping.

O peso de Adriano também é uma preocupação de Runco, que quer evitar uma sobrecarga do tendão. Quando e se estiver recuperado, o Flamengo vai sentar para discutir um contrato com o atacante.
Agência Estado

CPI do caso Cachoeira desmontará ligações criminosas de bicheiro

As bancadas do PSDB na Câmara e no Senado promovem na próxima terça-feira (17), às 15 horas, um ato para assinatura do requerimento de criação da CPI do caso Cachoeira na sala de reuniões Artur da Távola. O líder tucano, deputado Bruno Araújo (PE), afirmou que a oposição insistirá em buscar espaço nas investigações para desmontar o sistema criminoso com inúmeros tentáculos montado pelo bicheiro.
Atuação de delegados como conciliadores dará agilidade a processos, defendem parlamentares
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou projeto de lei (PL 1028/2011) do deputado João Campos (GO), relatado por Fernando Francischini (PR), que autoriza delegados de polícia a promover conciliação entre as partes envolvidas nos delitos de menor potencial ofensivo. Atualmente, só os juízes podem realizar essa função em relação aos crimes com penas inferiores a dois anos.
Tucanos querem explicação de ministro da Justiça sobre falta de investimento em UPPs
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou requerimento de convite ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, apresentado pelos deputados Antonio Carlos Mendes Thame (SP) e Luiz Fernando Machado (SP). O titular deverá dar explicações sobre a drástica redução do apoio do governo federal na instalação e manutenção das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Deputados pedem esclarecimentos a respeito de problemas no Ciência sem Fronteiras
Os deputados Antonio Carlos Mendes Thame (SP) e Antonio Imbassahy (BA) querem esclarecer os problemas envolvendo o programa Ciência sem Fronteiras, lançado no ano passado pelo governo Dilma. Criado com o objetivo de acelerar a internacionalização do ensino superior e estimular a formação de mão de obra qualificada, o projeto já começou a apresentar falhas, segundo “O Estado de S. Paulo”.

Proposta de Domingos Sávio busca reduzir os índices de criminalidade no país
O deputado Domingos Sávio (MG) apresentou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a criação do Sistema Nacional de Segurança Pública e institui percentuais mínimos a serem aplicados pela União e pelos estados no setor. De acordo com o tucano, o objetivo é aumentar a segurança, que está entre as maiores preocupações da população.
 
A pedido de Thame, Comissão de Direitos Humanos debaterá violência nas escolas
A Comissão de Direitos Humanos aprovou requerimento do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP) que pede a realização de audiência pública para debater a violência nas escolas e imediações. Serão convidados representantes da Secretaria de Direitos Humanos, da Unicef, da Unesco e do Batalhão Escolar do DF.
CNI confirma previsão de Kaefer sobre crescimento insatisfatório do PIB
O alerta feito pelo deputado Alfredo Kaefer (PR) em pronunciamento nesta semana sobre o risco de o crescimento do PIB ser insatisfatório, mesmo com os sucessivos pacotes econômicos do governo Dilma, foi confirmado pelo anúncio de previsão feito pela Confederação Nacional da Indústria. A CNI estima menor crescimento da indústria de transformação e do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012.

PT dá novos passos em sua tentativa de reescrever a história do Brasil
Não satisfeito em dominar o presente, o PT prepara-se para tentar reescrever o passado. O alerta consta na Carta de Formulação e Mobilização Política desta sexta-feira (13). Como mostra o documento editado pelo Instituto Teotonio Vilela, farto dinheiro público será destinado a construir no ABC paulista um museu de adoração a Lula.
Direto do Twitter, com os deputados Raimundo Gomes de Matos (CE), Domingos Sávio (MG), Andreia Zito (RJ) e Carlos Brandão (MA)
Direto do Plenário, com os deputados Ruy Carneiro (PB) e Marcus Pestana (MG)
 
Fonte: Assessoria

Brasil terá 95 hospitais para abortos legais

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, que o SUS (Sistema Único de Saúde) vai ampliar a quantidade de hospitais capacitados para fazer abortos legais, incluindo de fetos com anencefalia (malformação do tubo neural, do cérebro).
“Hoje, temos 65 hospitais credenciados pelo Ministério da Saúde para fazer o aborto legal, ou seja, que a Justiça autoriza. E temos mais 30 hospitais sendo qualificados para isso. Nossa meta é que, até o fim do ano, tenhamos 95 hospitais preparados em todo o país para esse serviço”.
Padilha lembrou que a Rede Cegonha, programa do governo federal de atenção à gestantes e bebês, vai contribuir para identificar a situação de anencefalia durante o pré-natal e diminuir riscos para as mães.
 
Fonte: BAND

Crise causa onda de suícidios na Itália

Pequenos empresários, artesãos ou desempregados: as dificuldades econômicas estão produzindo uma onda de suicídios na Itália, um drama que causa comoção no país. Um dos casos que mais comoveu o país foi o de um pedreiro endividado que ateou fogo ao próprio corpo, no final de março em Bologna (norte). Ele faleceu depois de nove dias de agonia.
"É um terrível sinal de desespero, um caso único de angústia que ilustra um momento de grande dificuldade", comentou o ex-chefe de governo de esquerda Romano Prodi, após o gesto do pedreiro de Bologna.
Líder do partido PDL, de Silvio Berlusconi, Angelino Alfano se disse, por sua vez, "muito impressionado" por "uma onda, que nunca foi tão longa, de suicídios causados pela dificuldade econômica".
Trata-se "do reflexo de uma situação insustentável" no plano econômico e social, não de "fatos isolados", considerou Sergio Marchionne, presidente da Fiat, a maior empresa do país.
O número um do partido Itália dos Valores, Antonio Di Pietro, despertou uma viva polêmica, atacando o chefe de governo Mario Monti que leva, segundo ele, "esses suicídios na consciência", enquanto "conta mentiras aos jornais sobre a crise que estaria sob controle".
Enfrentando problemas desde 2009, a Itália, atingida em cheio pela crise da dívida e por uma série de planos de austeridade destinados a tranquilizar o mercado, mergulhou na recessão no final do ano passado.
Ajuda psicológica
Ante o recrudescimento dos suicídios, a organização "Empresas que resistem" ("Imprese che resistono") esta colocando em prática, em diversas regiões, uma rede de ajuda psicológica batizada TerraFerma para permitir a empresários e assalariados falar de seus problemas.
Depois das empresas terem saído de uma primeira recessão, em 2009, "voltam a estar prestes a cair, agora, em grandes dificuldades", destacou Massimo Mazzucchelli, da província de Varese promotor desse projeto.
Estranguladas pelas dívidas, pelo peso dos impostos e o atraso do pagamento por parte dos clientes, elas encontram cada vez mais empecilhos para conseguir crédito dos bancos, explicou.
"Há, então, uma necessidade concreta de apoio psicológico porque a situação se agrava", afirmou.
Levar os empresários a deitar no divã não é uma coisa fácil, admite, “uma vez que se sentem sós e estão acostumados a resolver sozinhos seus problemas".
Psicanalista do Veneto que participa da iniciativa, Kety Ceolin observa que os que consultam o serviço não têm esperanças a médio prazo e seu "sentimento é de que não há nenhum interlocutor a quem pedir uma ajuda concreta".
Mas "poder falar com alguém permite desabafar, evitando o risco do isolamento que leva a gestos dramáticos", considera ela.
Fonte: BAND

Mente sã é o segredo para uma pele saudável


"Se você tem problema emocional, a pele é a primeira que vai mostrar isso", destaca Marisa Bapetista Livrari, terapeuta cognitiva comportamental. De acordo com ela, isto acontece porque a cútis é rica em terminações nervosas, portanto, está conectada a todas as partes do corpo, especialmente ao cérebro.
Devido a essa proximidade, uma equipe de psicólogos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul avaliou, em 2009, um grupo de 205 pessoas de 20 a 49 anos com problemas na epiderme, e observou que 63% havia sido exposto a estresse ou outro tipo de alteração emocional.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a cada três pacientes com problema de pele, um tem agravante emocional. "São lesões causadas pela própria pessoa. Ela manipula e machuca a pele, mas não tem consciência disso", destaca Jefferson Alfredo de Barros, dermatologista, mestre em ciências da saúde e professor de dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC.
Segundo o especialista, quem costuma sofrer mais com as doenças emocionais, que acabam refletindo na pele, são as mulheres. Os problemas vão desde psoríase - descamação na cútis - até cicatrizes causadas por pouca quantidade de acne.
Para Marisa, o fato de a mulher desempenhar diversos papéis, tanto na sociedade quanto em casa, exige grande suporte emocional, que geralmente a maioria delas não têm. "A mulher não percebe que precisa pôr pra fora todo o estresse do dia a dia. Mas, para não desenvolver este tipo de doença psicossomática, é preciso recorrer às atividades prazerosas, aos hobbies."
Prevenir é o melhor remédio Não se expor às situações estressantes é quase impossível. Porém, para evitar o surgimento de doenças por conta dos problemas, é preciso canalizar esse tipo de emoção em atividades que podem ajudar a relaxar. "A mulher tem que aprender a pensar primeiramente nela mesma", comenta Marisa. Atividades físicas, cursos e outras tarefas, quando desenvolvidas com prazer, podem ajudar. Além disso, a psicoterapeuta recomenda a terapia para amenizar a pressão da "multifuncionalidade" feminina.
Doenças De acordo com Jefferson, cada paciente responde de maneira diferente às emoções. Por isso, é importante estar atento ao aparecimento de manchas na pele sem motivo aparente e, procurar um dermatologista o quanto antes para que ele indique o melhor tratamento. Veja alguns dos problemas mais comuns que podem ser agravados por problemas emocionais.
Psoríase A doença inflamatória provoca descamação da pele e afeta 2% da população mundial, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Localizadas frequentemente nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e tronco, as lesões não são sintomáticas. "O problema não é provocado pelo cérebro, mas pode ser agravado, se o paciente estiver exposto a situações de muito estresse, como a morte de algum familiar, por exemplo", explica o dermatologista.
Dermatite seborréica Popularmente conhecida como caspa, o problema é causado pela infecção crônica que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo, como no couro cabeludo. Existe tratamento, mas a dermatite seborréica pode ser intensificada pela carga emocional.
Vitiligo Descoloração em regiões do corpo, como o cotovelo e o rosto, o problema não provoca danos à saúde, mas à autoestima do paciente. Apesar de não ter origem no cérebro, pode piorar com os problemas emocionais.
Dermatite Atópica São lesões com vermelhidão e ressecamento da cútis, e pode aparecer em diferentes partes do corpo. Também podem ter o aparecimento explicado pelo acúmulo de emoções fortes.
Fonte: Dourados News

Agricultor não tem acesso a 50% dos agrotóxicos registrados

Cerca de 50% de todos os agrotóxicos registrados no Brasil não são colocados à disposição dos agricultores.
É o que apontam os dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na quarta-feira (11/4), durante 2º Seminário Mercado de Agrotóxicos e Regulação, em Brasília (DF).
Além disso, 24% das empresas de agrotóxicos instaladas no Brasil não produziram, nem comercializaram nenhum produto durante a última safra.
“Além de apontar para uma estratégia de reserva de mercado, essa prática representa uma perda para os agricultores, que são privados de ter acesso aos produtos registrados”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
Outro ponto destacado no estudo é que 53% das empresas de agrotóxicos instaladas no Brasil não possuem fábrica.
“São empresas que atuam como verdadeiros escritórios de registro, sendo responsáveis pelo aumento do entulho burocrático, sem agregar nenhum benefício para a sociedade”, constata o diretor da Agência.
Na avaliação do coordenador do Observatório da Indústria de Agrotóxicos, Victor Pelaez, o registro de um produto agrotóxico agrega valores intangíveis ao patrimônio das empresas.
“O registro é a menor barreira para a entrada de produtos no mercado, tendo em vista que a estrutura deste mercado não muda”, ponderou Pelaez.
Perfil
Na última safra, que envolve o segundo semestre de 2010 e o primeiro semestre de 2011, o mercado nacional de venda de agrotóxicos movimentou 936 mil toneladas de produtos. A produção gerou 833 mil toneladas de agrotóxicos e a importação foi de 246 mil toneladas de produtos.
Os dados apontaram, ainda, que 90% da produção nacional de agrotóxicos foram de produtos formulados, ou seja, agrotóxicos prontos para serem utilizados na agricultura.
Os outros 10% corresponderam a produtos técnicos, que são os ingredientes utilizados na formulação dos agrotóxicos.
“Isso significa dizer que a grande maioria das indústrias de agrotóxicos instaladas no Brasil apenas envasam matéria prima vinda de outros países”, explica o diretor da Anvisa.
De acordo com a pesquisa, existem uma concentração do mercado de agrotóxicos em determinadas categorias de produtos. Os herbicidas, por exemplo, representaram 45% do total de agrotóxicos comercializados.
Os fungicidas foram 14% do mercado nacional, os inseticidas 12% e as demais categorias de agrotóxicos 29%.
Quando comparadas às vendas por ingredientes ativos, o glifosato lidera o ranking, com uma fatia de 29% do mercado brasileiro de agrotóxicos. Já o óleo mineral possui 7% e o 2,4D e atrazina 5% cada.
O estudo divulgado pela Anvisa analisou a movimentação de 96 empresas de agrotóxicos instaladas no Brasil, que juntas representam quase 100% do mercado nacional. Atualmente, existem 130 empresas de agrotóxicos no país.
Concentração
No Brasil, as dez maiores empresas de agrotóxicos foram responsáveis por 75% do mercado de venda, na última safra. No que diz respeito à produção, esse índice cai para 65%.
“Trata-se de um mercado extremamente polarizado e de difícil espaço para concorrência”, comenta Álvares.
Outra tendência apontada na pesquisa é a de que o mercado brasileiro de agrotóxicos se estrutura de tal maneira que as dez maiores indústrias não competem entre si.
“Mesmo no caso em que as patentes estão vencidas, tirando raras exceções, as empresas focam a produção em agrotóxicos com ingredientes ativos que não são comercializados pelas demais empresas, o que gera uma espécie de monopólio sobre os produtos”, diz o diretor da Agência.
De acordo com a pesquisa da Anvisa, essa tendência de polarização do mercado também ocorre em escala global.
As 13 maiores empresas de agrotóxicos detêm o controle de 83% do mercado mundial do setor.
Segundo o coordenador do Observatório da Indústria de Agrotóxicos, esse mercado se configura como um oligopólio com elevado grau de concentração.
“A própria estratégia oligopolistas estabelece cooperação entre as empresas que já estão no mercado e barreiras para as que estão de fora”, concluiu Pelaez.
Mercado mundial
Enquanto, nos últimos dez anos, o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o mercado brasileiro cresceu 190%.
Em 2008, o Brasil passou os Estados Unidos e assumiu o posto de maior mercado mundial de agrotóxicos.
Em 2010, o mercado nacional movimentou cerca de U$ 7,3 bilhões e representou 19% do mercado global de agrotóxicos.
Já os Estados Unidos foram responsáveis por 17% do mercado mundial, que girou em torno de U$ 51,2 bilhões.
Fonte: Anvisa

Corinthians quer meia para a Libertadores

O Timão quer aproveitar o mau momento da Lusa na temporada
O Corinthians poderá realizar algumas mudanças em sua lista de jogadores inscritos na Taça Libertadores para as oitavas de final. Além de colocar alguém na vaga do atacante Adriano, a diretoria busca no mercado um volante para ser reserva imediato de Ralf. Um antigo sonho do clube voltou a ganhar força nos últimos dias como o nome ideal para a função: Guilherme, da Portuguesa.
O Timão quer aproveitar o mau momento da Lusa na temporada para tentar emplacar a negociação. O jogador era uma das apostas de lucro da direção rubro-verde para o início de 2012, mas a equipe não embalou e ainda corre risco de ser rebaixada para a Série A2 do Campeonato Paulista.
O Corinthians, porém, sofre com a resistência da cúpula do futebol do clube do Canindé. A diretoria não gostaria de vendê-lo a um rival e acredita que conseguirá arrecadar mais dinheiro negociando o atleta com algum clube do exterior. A multa rescisória é de R$ 50 milhões. A intenção do Alvinegro é adquirir parte dos direitos, assegurando à Lusa um lucro em caso de transação futura.
 
Fonte: GLOBOESPORTE.COM

Ex-ditador argentino admite ter ordenado a morte de até 8.000 pessoas Segundo o general, medidas eram necessárias para se lutar contra "a subversão"

"Tenho peso na alma, mas não estou arrependido de nada", diz Jorge Rafael Videla (foto: Reprodução/ Wikipedia)
Aos 86 anos, o ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla (1976-1981) admitiu, pela primeira vez, ser o responsável direto pelas "mortes e desaparecimentos de entre 7 mil e 8 mil pessoas" durante seu governo. Videla cumpre pena de prisão perpétua na cadeia militar Campo de Mayo, na Província de Buenos Aires.

Na entrevista concedida ao jornalista argentino Ceferino Reato, o ex-ditador defende que “não havia outra solução” e diz que a repressão violenta a opositores era necessária para que não ocorressem protestos dentro e fora do país.

“Na cúpula militar estávamos de acordo que era o preço a se pagar para ganhar a guerra contra a subversão e precisávamos [de um método] que não fosse evidente, para que a sociedade não o percebesse", disse Videla ao jornalista.

O general afirma ter dado as ordens sobre cada prisão e assassinato de seus opositores, mas que é incapaz de apontar a localização dos corpos pois os assassinatos e eliminação dos cadáveres teriam sido praticados pelas diversas unidades militares sob seu comando.

"Tenho peso na alma, mas não estou arrependido de nada. Gostaria de fazer esta contribuição para que a sociedade saiba o que aconteceu e para aliviar a situação de muitos oficiais que atenderam às minhas ordens", afirmou Videla ao jornalista.

No próximo fim de semana Reato lança na Argentina o livro Disposición Final (Disposição Final, em tradução livre), sobre os anos em que Videla comandou o regime argentino.
bem parana / bbc